Tendências, Trends e outras "previsões" para o futuro...

É uma verdade.

Estamos já com 2 meses neste ano, e cada vez que parece que estamos com uma fase má a terminar, mais um acontecimento vem colocar tudo numa nova montanha "russa".


Para além deste turbilhão de emoções e de acontecimentos, e que tem atingido todo o mundo, demonstrando mesmo que tem havido dualidade de critérios em muitas reacções, o que pode mais estas situações afectar a forma como todos nós agimos e actuamos na nossa vida diária?


Dois anos de pandemia alteraram em muito as nossas perspectivas e atitudes, assim como a forma como nos relacionamos entre nós, com o mundo e mesmo com a tecnologia.

Com os eventos que agora assolam esta parte do globo, o que vai mudar mais?


É uma incógnita, mas que podemos ir tentando compreender.



Desde do final do ano passado, inúmeras organizações vêm publicando documentos de tendências e previsões para o ano que começa.


Temos já uma pasta cheia de documentos destes.

Uns de entidades que o fazem habitualmente e com seriedade, e de outras que procuram essencialmente arranjar mais um endereço de email, mais do que proporcionar informação relevante para quem desenvolve a sua actividade num mercado em convulsão permanente há mais de dois anos.


Mas muitas dessas informações, quando são sérias, são relevantes para quem na sua actividade necessita de comunicar com os seus públicos e compreender o que os faz mexer.


Se já eram relevantes as transformações dos diferentes públicos, hoje com as alterações face a todos os negócios, mais importantes se podem tornar.

Sim, porque as questões de segmentação e "targeting", que permanecem importantes, para a criação de uma "persona" são muito relevantes.

Até porque contribuem para o desenvolvimento de um posicionamento coerente para as suas audiências.


São várias as circunstâncias que têm alterado a forma do consumidor e das marcas agirem, principalmente nos últimos dois anos.


Tal como muitas soluções e avanços foram potenciados com a pandemia e confinamentos, muitos problemas foram incentivados e incrementados com as mesmas circunstâncias.

Mas mais do que tecnológicas, as evoluções e disrupções são humanas.

Varias circunstâncias e situações têm desenvolvido movimentos aparentemente contraditórios, mas que condicionam a forma como nos relacionamos:

  • Concentração nos meios urbanos, mas uma maior solidão;

  • Mais soluções tecnológicas e digitais, mas um maior afastamento entre humanos;

  • Procura de espaços e áreas verdes, mas com mais distanciamento físico e destruição ambiental;

  • A consciencialização ambiental, mas com a utilização de equipamentos e soluções ambientalmente pouco sustentáveis (p.ex. os equipamentos electrónicos com utilização de baterias e outros materiais raros)


Estas aparentes contradições tem criado um vasto número de perfis de consumidores, que vão variando em alguns pormenores de acordo com a entidade que os formula.

GWI, Wunderman Thompson, Brandwatch, Facebook, Microsoft e outras entidades caracterizam os consumidores em clusters de traços comuns.


Uma avaliação destes vários relatórios também perspectiva vários traços comuns e que se desenvolveram nos últimos anos.


Alguns exemplos dos perfis de consumidores que nos apresentam:

  • "Ativismo Afirmativo" (Facebook IQ - Culture Rising Trends 2022)

  • "Foco no bem estar" (Facebook IQ - Culture Rising Trends 2022)

  • "Conexões no Metaverso" (Facebook IQ - Culture Rising Trends 2022)

  • "The future is (almost) now: get ready to meet your digital twin" (Business & Growth Trends 2022 - Ogilvy, Growth & Innovation)

  • May we have your attention please (GWI, Connecting the Dots)

  • At your best - How consumers are taking control of their wellbeing (GWI, Connecting the Dots)


Há padrões que as várias organizações identificam e perfilam uma forte tendência que é observada por vários quadrantes e pontos de vista.


Nos exemplos apresentados, e entre as várias tendências, e particularmente como resultado do longo período associado à pandemia, encontramos:

  • Uma maior consciência para as questões ambientais;

  • A maior atenção dada ao bem-estar fisíco, mas particularmente psicológico;

  • O crescer da relação com todo o tecnológico, nomeadamente com algumas soluções relacionadas com o Metaverso;

  • Os crescentes problemas de conseguir ter a atenção dos consumidores e passar uma mensagem, principalmente que percorra todo o funil de vendas, de forma eficaz.


Esta nova situação na europa poderá afectar alguns destes cenários, mas teremos de ter um ponto de partida.


Mas será que se consegue ler e absorver toda esta informação?

O relatório anual da Wunderman Thompson Intelligence - "The Future 100" cobre muitas áreas (ao longo das suas 223 em 2022) e sectores.


O equilíbrio e perceber o que se ajusta ao negócio de cada um, assim como conhecer quais são as fontes mais adequadas e fiáveis, limitam o leque de opções e afinam as necessidades de estudar todas as informações publicadas (que crescem todos os anos).


Porque se estivermos a falar de tendências tecnológicas e ligadas à actividade digital, a oferta ainda vai crescer muito mais.


Mas quando a necessidade passa da informação de conhecimento para a necessidade de aplicação estratégica, nomeadamente à comunicação e ao marketing, e não havendo possibilidade de analisar toda a informação relacionada com o comportamento do consumidor e a experiência (CX), nada como contar com a avaliação de consultores dedicados e que possam proporcionar uma opinião informada.


Mesmo que seja para lhe dizerem que está no bom caminho...




 

Tentaremos cobrir algumas destas tendências em próximas publicações ou em informações colocadas no nosso Fórum.

Deixe por lá também as suas dúvidas, opiniões e questões.


É só fazer um registo simples e ainda vai poder receber alertas sempre que houver uma nova publicação, se quiser.


Se houver alguma coisa, relacionada com as tendências sobre as quais precise de orientação ou de algum esclarecimento deixe nos comentários, e dentro do razoável (porque isto também faz parte da nossa área de actividade) e do nosso conhecimento, tentaremos informar.


Porque a nossa "pasta" de tendências cresce todas as semanas...

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