Voltamos de férias e as notícias até assustam!

Bem... Já voltamos há algum tempo.

Temos andado ocupados a tentar digerir tudo o que se tem passado e a ver se se percebe o que está para acontecer.



Por aqui consideramos que na maior parte dos negócios os ciclos não correspondem ao ano civil. Começam um novo ciclo em Setembro que se estende até ao verão seguinte.

Por isso esta altura ainda faz parte do processo de reflexão para o novo ano,


Mas para reflectir sobre as estratégias ou as tácticas é necessário fazer uma análise do que se avizinha.

Os tais cenários que até o governo português está adiar apresentar, porque certezas neste momento não há nenhumas.


Um ano conturbado, para não perdermos o treino dos anos de pandemia.


Cenários...


Neste momento contamos com: uma guerra, uma crise energética, inflação aos montes, risco muito elevado de uma recessão, crise em múltiplos sectores relacionadas com o crescimento dos custos de matérias primas (entre outros), perda do poder de compra (no lado dos consumidores), crescimento das taxas de juro (o que não ajuda nem consumidores nem empresas), uma crise ambiental (incêndios e seca extrema), uma crise energética (subida generalizada dos preços de energia e combustíveis)...

O que são algumas das coisas maiores e com maior impacto, porque ainda outras mais ligadas a este ou aquele país (Itália agora tem liderança de extrema direita, alguns países continuam a crescer e a dar cartas quando comparados com este jardim à beira-mar, Ucrânia continua a sua guerra e a Rússia mantém o seu "modo operandis").


Coisas que devemos considerar numa análise que se pretende visionária e preambular para o que esperar para as empresas, suas estratégias e tácticas e demais abordagens aos mercados e aos seus consumidores.


Mas as perspectivas até assustam, mas acima de tudo a imprevisibilidade e a volatilidade de todos os cenários.

Parecemos confrontados com mais variáveis que nos tempos de pandemia (um exagero claro).


Preparar para o Futuro


Mas como planear e agir, na perspectiva que nos é mais relevante (Marketing e Comunicação) face a um mercado volátil e em crise.

Naturalmente que vai haver variações de acordo com a área de cada organização.

E com os impactos que as variações dos mercados podem trazer para a actividade de cada um.


Importante vai ser a monitorização do sentimento e perspectivas dos consumidores.

Se qualquer acção menos positiva era algo que deixaria uma marca debilitada, agora esse risco de uma associação negativa pode ser, em alguns casos, fatal.

Todas as formas de abordagem do mercado e de comunicação devem colocar as organizações e as marcas do lado do cliente, nunca defraudando expectativas.


Outro aspecto a conhecer e avaliar tem a ver com a saúde financeira da organização, e com a sua capacidade de resiliência face aos problemas existentes e os que ainda podem surgir.

Assim como a sua capacidade de reagir de forma defensiva ou ofensiva às adversidades.

Depois de um período como foi a fase aguda da pandemia, muitos negócios podem ainda não ter as suas resistências consolidadas. Pelo que conhecer e planear contingências para os próximos 12 a 24 meses deve ser algo a considerar na análise a realizar.


No entanto, todos os negócios devem também considerar que é nas fases de crise que se podem realizar relevantes conquistas do mercado e de consumidores, realizando até investimentos em contraciclo. Vantagens competitivas podem ser ganhas assim.



Gerir o vertical de negócio


Trata-se de gerir um equilíbrio que, por vezes, pode ser precário.

É gerir todo o vertical de uma organização de modo a garantir a sobrevivência e a criar um laço ainda mais forte com os seus clientes.


No que se refere aos consumidores, será sempre necessário, com a sua monitorização, auscultar se há alguma mudança no que se refere aos aspectos valorizados e de que forma o seu "share of wallet" pode ter mudanças.


Conhecer os "pain points" do seu público alvo pode influenciar muita das acções a desenvolver e a forma como os aborda e comunica.


Este conhecimento deve ser sempre encarado como um investimento. Quanto mais conhecimento tiver sobre o seu potencial ou actual cliente, menores podem ser os custos de aquisição.


Igualmente trate sempre toda a actividade de marketing numa perspectiva de contributo para a organização e para os seus processos de crescimento e vendas.

Todas estas actividades devem estar integradas com os objectivos estratégicos e financeiros da empresa/marca, de modo a que todos compreendam a relevância desta actividade, em todo o vertical dentro da organização.


A máxima, em todas as vertentes, é de preparação e conhecimento para intervir e alterar tácticas de modo a ser proactivo relativamente às condicionantes do mercado.


Manter o foco


Se haverá certezas ou se se vai acertar em todas as situações? Provavelmente não, tal como em qualquer outro cenário. Mas com a preparação e o foco poder-se-á evitar algumas situações menos benéficas para a organização e para a marca. Nomeadamente no que se refere a investimento em situações que possam não trazer os benefícios necessários nesta fase.


Preparar, e estar sempre pronto, vai fazer parte do horizonte no curto e médio prazo. Esperemos que seja por um período breve.


Se não sabe como, contrate um profissional, interno ou externo, de modo a que tome decisões informadas. Esta é uma das partes em que o investimento pode ser a forma de evitar custos.

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